Marte ataca novamente… ou melhor, a NASA.


Segundo o geólogo John P. Grotzinger da agência americana. Eles fizeram um achado que “vai mudar os livros de história.”
Não se sabe o que é ao certo, mas aposto minhas fichas que é algo relacionado a vida lá no planeta vermelho.

Se for isto a coisa é excitante para os cientistas filosoficamente naturalistas porque eles precisam desesperadamente de algum indício que faça um contrapeso com as evidências cada vez mais avassaladoras de que os blocos primários e essenciais da vida (em especial as formas mais complexas) são altamente complexos e, portanto, carecem de uma boa teoria para seu surgimento. Isto porque o darwinismo só opera no nível biológico (depois que estes blocos estão prontos) e não no nível físico-químico dos compostos pré-biológicos.

Outro ponto importante é lembrar o passado. Recordemos da famigerada rocha marciana em 1996? Cientistas da Nasa alardearam que haviam encontrado bactérias fossilizadas. A coisa se revelou totalmente inconclusiva (para não dizer fraudulenta). A pesquisa foi duramente criticada pela comunidade científica.

É esperar para ver.

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Kalam Continua Irrefutado

O Argumento Cosmológico para a existência de Deus continua entre os mais interessantes e irrefutados.

É um argumento defendido há bastante tempo por filósofos teístas de variadas correntes. Uma de suas versões modernas é o Kalam, defendido por filósofos como William Lane Craig, J.P Moreland  entre outros.

É assim:

1- Tudo que começa a existir possui uma causa.
2- O universo começou a existir.
3- Logo o universo possui uma causa.

A partir da conclusão (3) e com argumentos adicionais investiga-se quais candidatos existem como causa da origem ,do nada, de toda a matéria, energia e o próprio tempo-espaço. Conclui-se que apenas uma mente imaterial, atemporal, aespacial e imensamente poderosa pode ser a causa.

Você pode assistir a uma paletra completa sobre o Argumento Kalam aqui.

Em minha opinião o mais interessante é ver as REAÇÕES a este argumento. É curioso ver a tão alardeada superioridade racional do ateísmo militante sucumbir de maneira tão rápida.

Vejamos alguns exemplos de pérolas de ateus famosos:

  1. “O universo criou se a si mesmo” Daniel Dennet
  2. “A Lei Gravidade é o motivo de porque existe algo ao invés de nada” Stephen Hawking
  3. “O universo foi criado por Deus a partir de algum material pré-existente?” Christopher Hitchens
  4. “Tá, mas você não provou que este Deus é bondoso e responde orações!” Richard Dawkins

Bom isto é só para dar uma noção rápida de algumas das muitas bobagens que já apareceram.

Deixei de fora a pérola mais famosa: “Quem criou Deus?”, pois já foi respondida por tantas pessoas e tantas vezes que não vejo mais motivos para dizer nem mais uma linha a respeito.

Claro que não estou dizendo que só apareceram bobagens da grossa pois não foram só neo-ateus que tentaram uma refutação, mas meu foco principal no blog é o desmascaramento desta patota.

Se você não viu logo de cara o porque destas pérolas não passarem de bobagens segue uma breve explicação de cada.

  1. Para algo criar a si mesmo ele precisaria existir ANTES de existir. O que é logicamente contraditório ou no popular: besteira da grossa.
  2. Primeiro que a Lei da Gravidade não é uma “coisas” capaz de criar nada, é apenas uma expressão matemática que DESCREVE o que ocorre no universo. Segundo que se de fato havia a “lei da gravidade” antes de existir o universo então ele não foi criado do nada, logo a pergunta “porque existe algo ao invés de nada” não foi respondida pois continuaria a questão de porque existe a “gravidade” ao invés de nada.
  3. Isto não é refutação, é apenas uma pergunta de simples resposta. Não, não havia material pre-existente algum conforme demonstra o Big Bang. Toda a materia, energia, espaço e tempo surgiram do nada.
  4. Sim, o argumento não pretente demonstrar ou negar estes atributos divinos. Mas e aí sr Dawkins? Vai subscrever a uma forma bizarra de ateísmo ao aceitar que o argumento demonstrar a existência de uma mente transcendente, imensamente poderosa, atemporal, imaterial e aespacial?

Bom vou manter este post curto. Qualquer novidade volto a comentar este tema.

A Ciência Desprova a Bíblia?

Pergunta via FormSpring:

Primeiramente parabéns pelo Blog. Não sou cristão, mas admiro qualidades cristãs. Porém pra mim a Bíblia, por mais inspiradora que seja, não condiz com evidências da ciência, com a arqueologia ou astronomia. Pra você a bíblia deve ser lida literalmente?

André Resende

Resposta:

Em primeiro lugar agradeço pelos elogios e pela forma clara e respeitosa como você colocou sua objeção. Para mim é sempre um prazer responder a perguntas feitas assim.

Sua questão é muito boa e toca num ponto, que para muitos, é fundamental, a doutrina da inerrância bíblica. O raciocínio normalmente é assim: Deus sendo perfeito deve inspirar uma palavra perfeita logo se a Bíblia contém erros então o Deus revelado nela não existe.

A resposta a esta pergunta tem duas partes. Uma seria identificar o impacto real caso a afirmação dos erros sejam verdadeiras e a outra a análise dos alegados erros.

Primeira Parte: Qual o impacto real?

Pode surpreender a muitos ateus ou não cristãos, mas o fato é que nem todo cristão é inerrantista, ou seja, crê na doutrina da completa inerrância bíblica. Eu mesmo sou agnóstico sobre ela. Não sei se ela contém erros. Até o momento eu desconheço qualquer erro comprovado.

O importante de se lembrar é que a Bíblia é um livro sobre a salvação humana e não um manual de ciências. O objetivo principal dela é descreve a condição decaída do coração humano com relação a Deus e o que Ele fez para consertar isto. Se Deus preferiu fazer isto usando pessoas de pouca instrução, com conhecimentos científicos precários, não vejo nada de lógica ou moralmente errado nisto se a mensagem essencial foi passada fielmente.

Mas se eu for convencido que ela contenha erros o que podemos inferir disto? Bom, depende do erro. Por exemplo, você citou astronomia. Há muito tempo existem debates exegéticos se a Bíblia afirma o geocentrismo ou não. Sem entrar no mérito desta discussão o que podemos concluir se ela de fato ensinar o geocentrismo? O que podemos concluir se os autores realmente achavam que a Terra era o centro físico e estático do sistema solar e do universo? A meu ver muito pouco. Podemos concluir apenas que eles achavam isto e pronto. Não segue disto que Jesus não era Filho de Deus e que não ressuscitou dos mortos, por exemplo. Toda a pesquisa sobre a confiabilidade histórica dos evangelhos e o Argumento da Ressurreição de Jesus continuam intactos. Por outro lado se um dia for provado que Jesus não morreu crucificado – um dos fatos mais bem atestados da antiguidade e uma afirmação central da fé cristã – aí sim poderemos descartar o cristianismo.

Segunda Parte: A Bíblia contém erros?

Infelizmente, André, você não mencionou exemplos específicos dos alegados erros. Você fez apenas afirmações genéricas citando a ciência, arqueologia e astronomia então eu não posso ter certeza do que você se refere exatamente.

Em termos científicos uma das objeções mais comuns seria quanto a idade do cosmos, da Terra e dos seres humanos. Mas é importante notar que em nenhum lugar a Bíblia afirma explicitamente uma idade para na disto. Há cristãos que seguem um linha de raciocínio e exegese para concluir que ela ensina que o universo e a Terra tem 6 mil anos e tudo foi criado em 6 dias normais de 24 horas. Porém isto é debatido há muito tempo, antes mesmo da teoria de Darwin. Nos escritos dos pais da igreja se encontrará variadas opiniões. Santo Agostinho, por exemplo, afirmou no século IV, que o termo “dias”, de Gênesis 1, não precisa ser entendido literalmente nem que a criação ocorreu há apenas alguns milhares de anos.

Citei anteriormente um exemplo sobre astronomia, vou pegar agora a arqueologia. Já li um pouco sobre isto e até onde posso afirmar desconheço qualquer achado arqueológico que ponha uma dúvida séria em qualquer afirmação bíblica. É fato que não há registro arqueológico para muitos locais, pessoas e eventos relatados na Bíblia mas é preciso ter muito cuidado com este tipo de argumento da omissão. Pelo que sei arqueólogos não esperam encontrar ruínas e itens arqueológicos sobre tudo que ocorreu na antiguidade, principalmente quando o povo em questão foi vítima de conquistadores que muitas vezes promoveram grandes destruições. Mas ainda sim os achados arqueológicos corroboram o Novo Testamento incluindo locais que são mencionadas de passagem sem que tenham nenhuma relevância no texto. Por exemplo, no evangelho de João (Cap 5) é dito que Jesus curou um paralítico num local chamado Tanque de Betesda, que continha cinco alpendres. Por muito tempo esta história foi tida por alguns acadêmicos como pura invenção, até o dia que o tanque foi achado e não havia nele quatro nem seis alpendres e sim cinco. Claro que isto não prova que Jesus curou uma pessoa lá mas ajuda a apontar que os evangelhos foram escritos como gênero literário histórico e não mitológico ou simbólico, como afirmam alguns. Muitos personagens bíblicos já foram julgados inexistentes – como Herodes e Caifás – até que a arqueologia demonstrou que os críticos estavam errados e a Bíblia correta. Este são apenas alguns exemplos. Muitos outros existem.

Uma história muito interessante é do Sir William Mitchell Ramsay, um eminente arqueólogo cético, que ao tentar provar a falsidade histórica do livro de Atos dos Apóstolos finalizou sua jornada no sentido oposto convertendo-se ao cristianismo movido pela acurácia demonstrada por Lucas (Autor de Atos).
Sobre a questão da Bíblia ser lida literalmente ou não é preciso compreender que ela não é um livro único escrito por um autor de uma vez só. Ela é uma coletânea de livros de vários autores, com vários estilos literários, escritos em vários contextos históricos ao longo de mais de 1500 anos e para vários públicos diferentes. Para um entendimento mais fiel ao texto é preciso uma exegese que leve tudo isto em conta. Há textos poéticos, profecias, provérbios, narrativas históricas entre outros gêneros. É preciso entender cada um em seu respectivo contexto. Para citar dois exemplos, quando os evangelhos narram que Jesus morreu e ressuscitou fisicamente dos mortos isto é uma descrição literal, por outro lado, o livro profético do Apocalipse é riquíssimo em imagens metafóricas e simbólicas e precisa ser compreendido desta maneira.

Finalizando eu gostaria de recomendar o excelente livro “Em Defesa de Cristo” (link) do jornalista e ex-ateu Lee Strobel. É uma coletânea de entrevistas com vários especialistas focados no Novo Testamento e inclui uma análise mais detalhada dos aspectos históricos e arqueológicos que mencionei.

Com relação aos aspectos astronômicos e científicos da Bíblia recomendo os trabalhos do astrofísico Dr Hugh Ross (link).

Espero que minha resposta tenha sido útil.

A Teoria da Evolução prova que Deus não existe…. será?

Em um debate em 2009 na Universidade de Biola, no EUA Sobre a Existência de Deus,Christopher Hitchens, autor e um dos ícones do chamado “Novo Ateísmo”, citou a Teoria da Evolução de Darwin como argumento em defesa do Ateísmo. Mas o filósofo cristão William Lane Craig ministrou uma mini-palestra para seu adversário no debate explicando-lhe porque este não era um argumento muito bom a favor do ateísmo, muito pelo contrário.