O Neo-Ateu Peter Atkins Ensina a Cristãos como Pensar

Trecho do debate de 2011 entre o Dr William Lane Craig e o Dr Peter Atkins.
Confira mais um momento imperdível de um neoateu.

Debate completo:
http://www.youtube.com/watch?v=Ssq-S5M8wsY

Mais Gafes do Dr Peter Atkins
Um Neo-Ateu Expôe o Melhor Argumento Anti-Cristão de Todos os Tempos
http://www.youtube.com/watch?v=jZE0R3Rn0v0

A ciência é onipotente? (Craig vs Atkins)
http://www.youtube.com/watch?v=0_TLzIR2ptM 

Mais informações o Dr Peter Atkins
É um químico que lecciona na Universidade de Oxford e um autor de obras de referência no seu meio, em particular Atkins’ Physical Chemistry (sobre Química física) e Inorganic Chemistry (sobre Química inorgânica).

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Truque: Surgiu Assim Logo é Falso.

Uma das práticas falaciosas mais comuns é a chamada “Falácia Genética”. Com ela a pessoa tenta invalidar (ou validar) uma afirmação demonstrando como a pessoa (ou grupo de pessoas) vieram a acreditar nela.

Apesar de alto poder retórico e emotivo este argumento não tem o menor fundamento racional. A veracidade ou não de algo é dado pelas evidências que deixa (ou deveria deixar) ou por sua necessidade existencial, no caso de entes necessários.

Vejamos um exemplo. Vamos supor que dois amigos estão conversando e um deles olhe para o céu noturno, numa noite bem estrelada, e comece a pensar sobre a pequenez de nossa existência frente a imensidão do universo.

A partir daí a conversa poderia se desenrolar assim:

Especulador: Acho que devem existir muitas vidas inteligentes em outros planetas. Será que estamos sozinhos neste gigantesco universo?

Amigo: Porque você acha isto?

Especulador: Bem, eu apenas acho ele muito grande para não ter mais ninguém.

Amigo: Ora, que bobagem. Você não vê que esta ideia surgiu em sua cabeça apenas porque você se impressionou com o tamanho do cosmos? Não há vida nenhuma lá fora.

Especulador: Como assim? Quer dizer que só poderia haver vida lá fora se ninguém se impressionasse com a tamanho do universo?

Amigo: Bem… ah… não.

Não é nada difícil achar o uso de tal truque retórico, pois, como eu disse, mesmo não tendo o menor fundamento lógico ele possui um alto poder persuasivo.

Navegando pela net e me distraindo um pouco com a militância anti-cristã em geral me deparo constantemente com vários exemplos. Mostro um agora pego aleatoriamente.

Me deparei com um artigo intitulado “O inferno como prática cultural”. O autor parece ser bastante antagônico a idéia de religião e deixa muito claro, logo nas primeiras linhas, que quer se livrar da idéia do inferno (algo que ele julga “infundada e absurda”) para que ele possa ser feliz.

Leia o post em:
http://olharbeheca.blogspot.com.br/2011/09/blog-post_08.html

Deixei lá um comentário que ficou pendente de moderação, como não sei se será liberado eu o reproduzo aqui:

Como muito já se disse, o homem da ciência costuma ser uma péssimo filósofo.

Deixando de lado o fato da psicologia não ser ciência vemos aqui mais um belo exemplo dessa péssima filosofia. A premissa de todo o artigo consiste na afirmação de que a explicação das origens do inferno é um bom argumento para invalidá-lo como verdade ontológica. Que alguém mande um manual de lógica e falácias para o autor com o termo “falácia genética” sublinhado.

Atualização 11/04/2012

Meu comentário foi postado e tivemos um breve diálogo com o autor do post. Mandei meu último texto há mais de uma semana, mas por motivos que desconheço ele não publicou então segue aqui uma cópia.

Os textos dele estão sem negrito e entre aspas e os meus em negrito.

“meu ponto é que se o inferno já existia deste Zaratustra e “nossa” visão de inferno descende dessa… Logo, não é lógico que um cristão diga que foi uma revelação dada pelo deus cristão. “
Esta é justamente a questão que você não está entendendo. Mesmo que existam cristãos que digam (eu pelo nunca ví) que TODOS os atributos do inferno foram revelados exclusivamente pela Bíblia, o máximo que você tem uma refutação a esta afirmação deles. O Novo Testamento não afirma tal coisa.
“noto q ambos concordamos em um ponto: há uma grande semelhança entre a noção de inferno cristã e as noções antigas, como a do zoroastrismo “
Mais ou menos. No Zoroastrismo a salvação é universal, no cristianismo não. É pelas obras, no cristianismo não. Além disto o texto que faz alusão ao céu e inferno é do século 7 DEPOIS de Cristo. De qualquer forma isto não é relevante como argumentei.
“Pela Navalha de Ockham, a opção “b)” me parece a mais sensata, visto que ela exige que eu assuma coisas factíveis, muitíssimo prováveis, e absolutamente nada não-explicável cientificamente. “
Você está usando errado a Navalha de Ockham. Ela pode ser usada para se eliminar um ente desnecessário para uma explicação, mas não para afirma que tal ente não existe ontologicamente.
 
Para facilitar a compreensão vou tentar colocar seu argumento em formato silogístico:
 
1- Se o inferno bíblico existisse ele seria uma revelação exclusiva cristã.
2- Mas ele não é uma revelação exclusiva cristã.
3- Logo o inferno bíblico não existe.
 
Ambas as premissas 1 e 2 são problemáticas, conforme argumentei. Logo a conclusão do seu argumento não pode ser demonstrada desta forma.
 

Bom, vou ficar por aqui pois o tempo está curto. Não poderei mais interagir.

Obrigado pelo diálogo e fique na paz.