Deus, Eternidade, "Felicidade" e Apatia

Nenhuma pergunta pode ser mais importante na vida de uma pessoa do que: “Deus existe?”

Porque?

Simples. Se Deus não existe então não existe vida eterna, não existe justiça perfeita, não existe bem nem mal. Não existem valores nem obrigações morais objetivas. Mas se Deus existe  então estas coisas podem existir. Então faz toda a diferença do mundo saber se Deus existe ou não e se Ele criou estas coisas ou não. Lógica direta e clara logo deveria ser a principal busca de todas as pessoas, correto?

Deveria, mas não é.

De maneira curiosa muitos ateus, agnósticos e mesmo teístas parecem simplesmente desqualificar tal busca como secundária. Ao inves de engajarem seriamente nesta questão seja para dizer “Deus existe” ou para dizer “Não existe”, eles simplesmente dizem “Que importa?”

Ateus e agnósticos parecem no geral não compreender a profundidade e seriedade da questão. Muitos dizem que a existência ou não de Deus é irrelevante pois com ou sem Ele os problemas humanos seriam os mesmos e caso se provasse que Ele não existe o mundo continuaria da mesma forma. Claro que esta idéia não aguenta 10 minutos de uma reflexão séria. Mas isto pode ser assunto para outro post.

Quanto aos teístas “pos-modernos” muitos deles praticam uma espécie de religiosidade morna. O que C.S Lewis chamou de “Cristianismo Água com Açucar”. Basicamente é a idéia de que Deus existe, quer apenas que você seja feliz nesta vida, seja um bom menino, não faça aos outros o que não deseja que façam com você e pronto, tudo ficará bem.

Isto é simplesmente um desastre.

Primeiro porque transforma a busca por Deus em um empreendimento pessoal, subjetivo. O Deus que cria o homem a sua imagem e semelhança é substituido pelo homem que cria um deus a sua imagem e semelhança.

O defensor dos animais tem um deus que fica furioso quando há maltratos com os animais mas fica só um pouquinho (ou nada)  preocupado com um aborto, com a mentira ou o adultério. A pessoa que defende o “amor livre” tem um deus que usa carteirinha dos movimentos gays, e assim por diante.

Não há uma busca honesta e objetiva para saber como Deus é. As pessoas são motivadas a pensar que Ele será como elas quiserem que Ele seja. A busca da Verdade é substituida pela busca da verdade.

Segundo porque elimina completamente a questão da eternidade. Se o que importa é a felicidade aqui então o pós tumulo é tido como mito ou coisa “já garantida”, pois “Deus é amor” (seja lá o que isto signifique).

Enfim é uma religiosidade apática, sem sal.

Não tem como dar certo. Nunca deu e nunca dará.

Muito mais há para dizer sobre isto mas vou manter este post curto por falta de tempo. Talvez eu desenvolva a questão em post futuros.

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6 respostas em “Deus, Eternidade, "Felicidade" e Apatia

  1. Os posts acima do usuario Pedro foram removidos por violação dos termos de uso deste espaço.

    O neo ateu já deixou a argumentação de lado há tempos e ficou apenas na trolagem, ofensa e os etcs tipicos dessa gente.

  2. Muito precisa a explanação! Infelizmente hoje impera um relativismo inebriante, capaz de atordoar jovens despreparados para a vida acadêmica. A retórica utilizada no meio acadêmico, principalmente o das universidades públicas, é quase sempre sobrepujada ao argumento, ou sequer há qualquer argumento construído. E muitos são contaminados por essa prática, levando-a consigo para o resto de suas vidas. Quando estes têm suas ideias subjetivas confrontadas por argumentos lógicos, logo se vêem obrigados a tentar utilizar o artifício que aprenderam, numa atitude desesperada de manter um relativismo frágil, ironicamente condicionado à opinião de terceiros. Vemos exemplos aos montes nas redes sociais: um indivíduo lança uma frase de efeito sobre um tema como o aborto (quase sempre apoiado num ataque religioso) e centenas de pré condicionados dão o seu “curtir” pela simples retórica, alimentando a promoção de ideias carentes de argumentação, subjetivas, recheadas de preconceito.

  3. Obrigado Leo, acho que você tem razão. As escolas e a academia não preparam mais as pessoas para pensar corretamente. Não se estuda mais lógica. Elas formam pessoas intelectualmente frágeis e vulneráveis a qualquer retórica ou sofisma barato.

    O Olavo de Carvalho resumiu muito bem quando disse que o brasileiro “pensa” com as emoções. Se ele SENTE que uma coisa é verdade então é verdade e pronto.

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